A Bolsa brasileira fechou a semana em queda, com o Ibovespa recuando cerca de 1,23% na quinta-feira, pressionado por Petrobras e bancos. Ao mesmo tempo, o preço do petróleo subiu quase 4% em meio a novas tensões no Oriente Médio, enquanto o dólar recuou frente ao real. A semana que começa traz o Boletim Focus, o IPCA de julho e a ata do Copom como principais indicadores.
Helena Braga · Loterix
Depois do corte da Selic, o mercado passou a semana digerindo o tom cauteloso do Banco Central, e o humor azedou. A Bolsa recuou, o petróleo disparou lá fora e o dólar deu uma trégua. Vale entender o que puxou cada movimento e o que observar agora.
Por que o Ibovespa caiu?
O principal índice da Bolsa brasileira fechou a quinta-feira em queda de cerca de 1,23%, pressionado pelas ações da Petrobras e dos grandes bancos. Depois de a Selic ser cortada para 14%, o mercado passou a reavaliar o cenário com base no comunicado cauteloso do Copom, que evitou cravar o ritmo dos próximos cortes.
O que fez o petróleo subir?
O preço do barril de petróleo subiu quase 4%, impulsionado por novas incertezas no Oriente Médio. Petróleo em alta é uma faca de dois gumes para o Brasil: ajuda a receita da Petrobras, que lucrou R$ 52 bilhões no trimestre, mas pressiona os custos de combustíveis lá na frente.
E o dólar?
O dólar recuou frente ao real na semana, em linha com a leitura de que os juros por aqui seguem atrativos para o investidor estrangeiro. Câmbio mais comportado é uma boa notícia para a inflação, porque barateia os importados e tira pressão dos preços.
O que observar nesta semana?
A agenda é cheia e pode dar o tom dos próximos dias:
| Dia | Indicador |
|---|---|
| Segunda | Boletim Focus, com as projeções do mercado |
| Terça | IPCA de julho e ata do Copom |
O IPCA e a ata vão dizer se o espaço para novos cortes da Selic segue aberto. Para relembrar a decisão, veja por que o Copom levou a Selic a 14%. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.