A Petrobras lucrou R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, quase o dobro do mesmo período do ano anterior e acima do consenso do mercado. A empresa aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital, o equivalente a R$ 1,35 por ação. Quem tiver PETR4 até 21 de agosto recebe o pagamento, feito em duas parcelas, em novembro e dezembro.
Helena Braga · Loterix
Os astros se alinharam para a maior estatal do país. A Petrobras divulgou um balanço forte no segundo trimestre, quase dobrou o lucro e, o que mais interessa ao acionista, anunciou uma bolada em dividendos. O resultado veio acima do que o mercado esperava.
Quanto a Petrobras lucrou no 2T26?
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de quase 97% frente aos R$ 26,7 bilhões do mesmo período do ano anterior. O número superou o consenso de mercado, que projetava algo perto de R$ 50,8 bilhões. A receita somou R$ 169,5 bilhões, com Ebitda ajustado de R$ 93,8 bilhões.
Por que o resultado foi tão forte?
Tudo jogou a favor no trimestre. A produção de petróleo e derivados bateu recorde, o preço do barril de Brent ficou elevado e a geração de caixa veio robusta. A combinação de vender mais, a um preço melhor, com custo controlado, é a receita clássica de um trimestre gordo para uma petroleira.
Quanto a Petrobras vai pagar de dividendos?
O conselho aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital, o que dá R$ 1,35 por ação, tanto para PETR3 quanto para PETR4. Veja como e quando o dinheiro chega:
| Etapa | Detalhe |
|---|---|
| Data-com | Ter a ação até o fechamento de 21 de agosto na B3 |
| 1ª parcela | R$ 0,674 por ação em 23 de novembro |
| 2ª parcela | R$ 0,674 por ação em 21 de dezembro |
Para entender a diferença entre dividendo e juros sobre capital, e por que a data-com importa tanto, veja o nosso guia sobre o que é dividendo e como receber os proventos.
Vale a pena comprar PETR4 pelos dividendos?
Muita gente compra Petrobras justamente pela fama de pagar bem. Mas dividendo passado não garante o do futuro: depende do preço do petróleo, da produção e da política de distribuição da empresa a cada trimestre. O ponto de atenção é sempre olhar o conjunto, não só o provento de um período. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.