Com a Selic recuando para 14% ao ano, a dúvida entre quitar dívida e investir voltou à mesa. Dívidas de cartão de crédito e cheque especial cobram juros muito acima de qualquer investimento, então quitá-las primeiro rende mais. Sobrando dinheiro depois disso, a renda fixa a 14% já paga bem. A ordem recomendada é reserva de emergência, quitar a dívida cara e só então investir.
Marina Costa · Loterix
A Selic começou a cair, a renda fixa está pagando 14% ao ano e bate aquela tentação de investir. Só que, se você tem dívida no cartão, a matemática é impiedosa. Antes de aplicar o primeiro real, vale entender qual escolha faz o seu dinheiro render mais de verdade.
Por que quitar a dívida quase sempre ganha?
Porque os juros que você paga são muito maiores que os que você recebe. Um investimento seguro rende cerca de 14% ao ano, enquanto o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial cobram bem mais que isso ao ano. Quitar uma dívida dessas equivale a um retorno garantido e livre de imposto que nenhum investimento entrega. Se as contas apertam, comece por como sair das dívidas.
Toda dívida entra nessa regra?
Não. Dívidas caras, como cartão, cheque especial e crediário, têm prioridade máxima. Já dívidas baratas, como um financiamento imobiliário antigo com juros baixos, podem conviver com os investimentos, porque o dinheiro aplicado rende mais do que a dívida custa. O programa Desenrola Brasil ajuda a renegociar as mais pesadas.
Qual a ordem que os planejadores recomendam?
A sequência é simples e evita erro:
- Monte uma reserva de emergência mínima, para não recorrer ao cartão em um imprevisto.
- Quite as dívidas caras, do maior juro para o menor.
- Com o nome limpo, invista o que sobra na renda fixa a 14%.
Veja o passo a passo em planejamento financeiro em 5 passos e como montar a reserva de emergência.
E depois de quitar, onde investir?
Com as dívidas caras zeradas, a Selic a 14% trabalha a seu favor. O Tesouro Selic e um bom CDB são o ponto de partida natural: dá para ver quanto R$ 1.000 rende hoje em cada opção. O importante é não pular a etapa da dívida para correr atrás do rendimento. Conteúdo informativo, não é recomendação financeira.