A terça-feira, 11 de agosto de 2026, concentra os dois indicadores mais aguardados da semana. O IBGE divulga o IPCA de julho, a inflação oficial do mês, e o Banco Central publica a ata da reunião que cortou a Selic para 14%. Juntos, os dados vão indicar se a inflação segue em queda e se o Banco Central mantém espaço para novos cortes na taxa básica de juros.
Paulo Tavares · Loterix
Se a semana passada foi de decisão, esta é de leitura fina. Na terça, dois documentos vão mostrar se o corte de juros foi o começo de uma sequência ou um passo isolado. Para quem tem dívida ou investimento, vale acompanhar de perto.
O que sai na terça-feira?
Dois indicadores de peso, no mesmo dia. O IBGE divulga o IPCA de julho, a medida oficial da inflação, e o Banco Central publica a ata do Copom, referente à reunião em que a Selic foi cortada para 14%. É a combinação que o mercado mais espera do mês.
Por que o IPCA de julho importa tanto?
Porque ele é a prova real da inflação. Se o IPCA de julho confirmar a desaceleração dos preços, cresce a aposta de que o Banco Central pode seguir cortando os juros. Se surpreender para cima, o cenário fica mais cauteloso. Para entender como o índice é montado, veja o guia sobre o que é o IPCA.
E o que a ata do Copom revela?
A ata detalha o raciocínio do Banco Central por trás do corte e costuma sinalizar os próximos passos. O mercado lê cada palavra em busca de pistas sobre o ritmo da queda dos juros. Se quiser entender esse documento, veja o que é a ata do Copom.
Como isso afeta o seu bolso?
De forma bem concreta. A leitura desses dois dados influencia a expectativa de juros, que mexe no custo do crédito e no rendimento da renda fixa. Se a inflação ceder e a ata for suave, o caminho para juros menores fica mais claro, o que barateia financiamentos com o tempo. Acompanhe os números oficiais no IBGE e no Banco Central. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.