O golpe do Pix agendado fez milhares de vítimas em 2026 e virou alvo de alerta do Banco Central. No golpe, o criminoso agenda uma transferência para uma data futura, envia à vítima um comprovante de agendamento e a pressiona a liberar um produto ou valor como se o pagamento já estivesse concluído. As instituições do Pix são obrigadas a bloquear valores suspeitos por até 11 dias enquanto analisam a fraude.
Paulo Tavares · Loterix
O golpe mais comum do país aprendeu um truque novo. Em vez de um Pix falso, o criminoso usa um recurso real do sistema, o agendamento, para enganar a vítima. O Banco Central já acendeu o alerta, e entender a manobra é a melhor defesa contra ela.
Como funciona o golpe do Pix agendado?
A armadilha explora um detalhe: o Pix permite agendar uma transferência para uma data futura. O golpista faz esse agendamento, tira o comprovante e o envia à vítima, quase sempre um vendedor, como se o pagamento já estivesse garantido. Em seguida vem a pressão para que o produto seja entregue na hora. Quando chega a data, o Pix simplesmente não é efetivado, porque foi cancelado ou não havia saldo.
Comprovante de agendamento não é comprovante de pagamento. O dinheiro só entrou quando aparece na sua conta, não no papel que o outro lado mandou.
Como se proteger do golpe?
- Só entregue o produto ou serviço quando o valor estiver creditado na sua conta.
- Confira o saldo no seu aplicativo, nunca no comprovante enviado pelo comprador.
- Desconfie de pressa e insistência, as ferramentas favoritas do golpista.
- Lembre que agendamento pode ser cancelado pelo pagador antes da data.
Caí no golpe. O que fazer?
Aja rápido. Registre o Mecanismo Especial de Devolução no seu banco assim que perceber a fraude e faça um boletim de ocorrência. As instituições participantes do Pix são obrigadas a bloquear valores suspeitos de golpe por até 11 dias enquanto analisam o caso, o que aumenta a chance de recuperar o dinheiro. Por esse mecanismo, mais de R$ 1 bilhão já foi devolvido a vítimas.
O Pix ficou mais seguro?
Sim, o sistema recebeu reforços. Entraram em vigor novas regras de segurança, com bloqueios preventivos e mais camadas de verificação para transações suspeitas. Ainda assim, nenhuma tecnologia substitui a atenção do usuário. A orientação oficial do Banco Central é sempre confirmar o crédito antes de liberar qualquer coisa. Conteúdo informativo de utilidade pública.